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Expansão industrial eleva Mato Grosso do Sul ao destaque nacional

Estado lidera crescimento na indústria de transformação, com forte presença agroindustrial

06/03/2026 às 12:23
Por: Redação

Mato Grosso do Sul tem se destacado na última década ao consolidar uma matriz produtiva renovada, liderando o crescimento da indústria de transformação no Brasil. Esse avanço é ancorado na transição de uma economia predominantemente agropecuária para uma posição privilegiada na agroindústria e indústria de transformação.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos dez anos, o valor da transformação industrial (VTI) do Estado apresentou um crescimento nominal de 179%, o mais expressivo entre todos os estados do país, aumentando de 12,2 bilhões para 34 bilhões de reais. O VTI é um indicador que avalia a riqueza gerada pelo processo produtivo, considerando a diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos utilizados.

 

Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, atribui esse progresso às estratégias do governo estadual focadas na agregação de valor à produção primária, fortalecimento da agroindústria e adesão a práticas sustentáveis. Assim, o Mato Grosso do Sul se torna um dos líderes nacionais em bioenergia e na agenda verde. No cenário atual, o Estado ocupa a quarta colocação na produção de etanol em nível nacional, é o quinto na produção de açúcar e se destaca como o segundo maior produtor de etanol de milho.

 

A presença de 22 usinas em operação, com três dedicadas à produção de etanol de milho e mais três em implantação, reforça o compromisso do Estado com a competitividade e sustentabilidade dos negócios, mantido em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Biosul.

 

A caminho de se tornar um território neutro em carbono até 2030, o Estado já implementou uma plataforma de monitoramento de emissões no setor sucroenergético, chamada Carbon Control.

 

Sérgio Longen, presidente da Fiems, destaca que a construção de um ambiente favorável aos investimentos é resultado de um trabalho conjunto das entidades do setor produtivo. “Estamos construindo esse ambiente há muito tempo com parcerias importantes”, ressalta Longen. Ele menciona a importância de 90 bilhões de reais em investimentos privados provenientes de uma série de análises realizadas junto ao empresariado antes da decisão final de implantação no Estado.

 

Longen atribui à diversificação da economia local o crescimento acelerado do Mato Grosso do Sul, que inclusive supera países como a China. Ele observa que o Estado evoluiu de um produtor basicamente de grãos para uma potência em variados produtos industriais, como etanol, açúcar e até proteína animal, ampliando consideravelmente sua cadeia produtiva.

 

A política de valorizar a produção local e a transformação dos produtos agrícolas em industrializados tem atraído novos empreendimentos, consolidando o Mato Grosso do Sul como polo industrial do agro, o que é considerado prioridade para o setor privado e público.

 

Um exemplo desse desenvolvimento é a trajetória da Metalfrio, empresa brasileira reconhecida mundialmente no segmento de refrigeração comercial, que iniciou operações no Estado em 2005. Baseada em Três Lagoas, a Metalfrio ampliou as operações ao longo dos anos e hoje é um pilar forte na diversificação econômica do Estado, com capacidade para produzir meio milhão de equipamentos anualmente, empregando mais de mil trabalhadores diretamente.

 

Luiz Eduardo M. Caio, executivo da Metalfrio, ressalta a importância dos incentivos fiscais para o sucesso das operações e projeta soluções que garantam competitividade futura, considerando a Reforma Tributária prevista para 2028.

 

Outra referência é a Usina Sonora, instalada no município de Sonora. Desde sua fundação em 1976, a usina passou a ser um vetor essencial de desenvolvimento na região norte do Estado, com a produção de açúcar e etanol, ao mesmo tempo em que investe na diversificação energética com biomassa e energia solar.

 

Segundo Luca Giobbi, diretor-presidente da Usina Sonora, a empresa não apenas avança na autossuficiência energética como também promove iniciativas sociais ao impactar a economia local através do emprego direto e apoio a projetos comunitários. A usina, atualmente prestes a completar 50 anos, já emprega cerca de 1.800 colaboradores, reforçando seu papel estratégico no desenvolvimento regional.

 

Giobbi enfatiza o compromisso da empresa com uma trajetória marcada por inovação e sustentabilidade, buscando sempre contribuir para as futuras gerações.

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